Então eu cheguei em casa e pensei na minha avó, na minha saudosa avó. Pensei o que ela acharia de mim, assim, agora. Será que conseguiríamos ter uma conversa de adultos? Será que eu entenderia finalmente suas histórias? E minha tia-avó, que mesmo sem eu compreender, tinha um amor excepcional por mim. Tia, quais são as suas opiniões políticas? Eu ainda sonho tanto como antes? As vezes me surgem essas dúvidas sobre o que é crescer, o que é ter caráter, o que é pensar no futuro. E eu penso que parte de mim sonha e se excluí ou viaja num passado para responder o presente. Hoje eu desejei desesperadamente um banho de chuva. Que meu celular descarregasse, que o trem quebrasse, que os compromissos cessassem. Numa conversa com uma atendente de uma lanchonete, falamos do passado e ambos concordamos que o melhor dessa vida são as memórias. Mas eu ainda tenho dúvidas sobre quais lembranças futuras eu quero criar.
*postado originalmente no Facebook em 17/10/2013
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