sexta-feira, 6 de setembro de 2013

rascunhos #1

Tem dias, como hoje, que eu me pego querendo fugir. Porque eu me sinto a vítima da rotina, essa aranha invisível que prende as pessoas nas suas teias chamadas prazos.
Quando eu era pequeno, eu queria ser um ator mirim. Talvez o Cruj ou as Chiquititas influenciaram esse sonho, não sei, mas foi ele que eu recordei hoje. Porque, pra mim, ator era aquele que vivia várias vidas além da sua, e eu nunca quis ser um só.
Nesse exato momento, eu tô dentro de um ônibus tentando entender o que eu sou, o que eu vivi hoje. E aí eu lembro que parte do que eu vivi hoje, eu vivi ontem, e parte de ontem veio de anteontem também. E talvez a dor de cabeça que eu estou sentido agora seja igual a que eu senti semana passada.
Socorro.
E então eu percebo que meus compromissos nada mais são que tic tacs de relógio.
Nas doze badaladas eu é que viro abóbora?
Na verdade, não é o passar do tempo que me preocupa e, sim, o que eu estou fazendo com ele.

*postado originalmente no Facebook, em 16/08/2013

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