terça-feira, 1 de janeiro de 2013
ela que vive, ela que amo
"Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita..."
Talvez eu não conheça uma pessoa mais confusa que ela. Ou indecisa. Ou inconstante O fato é que ela é aquele ser intenso, que muda quando quer mudar e se aprofunda, mergulha. Se é pra sofrer, ela é um drama mexicano; se é pra sorrir, seu sorriso é brilho de raiar o sol.
"Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé"
Carolina tem como o dom a inquietação. Ela quer fazer muito, ela quer fazer tudo.
É aquela jornalista-administradora-esportista-médica... Ou seria veterinária-artista-cantora-enfermeira? Ela é tantas que não se sabe, ela é muitas que não se conta.
"Ela é a batida de um coração"
O problema e defeito de Carolina é que ela não se vê. É como se olhasse no espelho e não visse nada, ou no reflexo do mar só visse problemas. E esse não ver - ou ver distorcido - faz com que surjam inconsequências, caminhos tortos, desvios.
Carolina é de agir sem olhar.
"Sempre desejada
Por mais que esteja errada"
Mas querida Carolina, não se orgulhe de mim, se orgulhe de você. Porque tu és vida. Porque eu sei de suas dores e seus problemas e entendo o que é esse viver intensamente que você segue. Porque eu sei o quanto as palavras alheias ferem e como nos esforçamos para tentar superar tudo. Porque eu sei o que é amadurecer quando ainda se quer ser criança. Porque eu sei o que é se sentir sozinho quando não se vê futuro. Porque eu sei o que é chorar quando ainda há dramas do passado. Porque eu te amo.
Feliz viver, minha irmã.
Obs: As frases entre aspas são versos da música 'O Que É, O Que É?', de Gonzaguinha, que dedico a você.
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