Confesso que pensei em criar um novo blog, mais um. A minha necessidade de falar é tanta que talvez um único blog não seria o suficiente.
Não tenho o que falar. A minha necessidade é de falar.
Não quero pensar em rimas, em palavras bonitas, em histórias imaginárias. Aliás, acho o cúmulo da carência desabafar em frente ao computador. Pois é, me assumo carente.
Fico pensando que blogs foram criados para serem diários, desabafos. Este meu talvez tenha perdido sua função e talvez por isso eu queira outro, um novo, uma página em branco pra que eu possa desenhar novamente.
Foi então que eu descobri que mais difícil do que começar algo é continuar algo.
Meus últimos dias tem sido assim, uma continuação.
Resolvi continuar aquilo que achei que estava acabado.
É como se eu vivesse naqueles jogos de vídeo-game onde existem fases a serem passadas - sim, é uma metáfora idiota. Na verdade parece um jogo de Mário, mas eu prefiro me comparar a Pokémon.
Não me sinto inspirado a escrever. E nem a ler. E o pior é que tenho tanto a ler quanto a escrever.
Deixo minhas obrigações passarem sobre minha cabeça e eu, mesmo sabendo que elas existem, não consigo realizá-las. Por quê?
Tenho tantos rascunhos em minha mente, coisas que eu quero (e tenho que fazer).
Mas, pra falar a verdade, esses rascunhos se acumulam como novas pendências e se misturam às antigas.
Não sei o que fazer e é isso que me inquieta.
E essa inquietação é que me fez desabafar.
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