Era uma vez um menino que decidiu aprender a viver, por mais que ele não entendesse muito bem como funcionava a vida.
Este menino, ao contrário da maioria das pessoas em sua volta, odiava padrões. Talvez porque ele não se encaixava na maioria dos padrões da sociedade. Ele não fazia questão de ser diferente, apenas era.
Não era um pobre coitado e nem se sentia triste por isso. Mas o fato de não se encaixar à sociedade fazia com que ele visse as coisas diferentemente de como elas eram ou fazia com que as pessoas o vissem como ele não era.
Se contos de fadas são simples, contos sem fadas não passam de meras complexidades.
O complexo que envolve esse menino é a busca pela sua identidade.
Um certo dia, o menino, já não tão menino assim e com seus vinte e poucos anos nas costas, resolveu se questionar. Começou a procurar suas raízes em livros, seus gostos em revistas e suas atitudes em músicas.
Começou a se questionar quem ele era, o que gostava, o que não gostava.
Talvez precisasse de outras pessoas para se descobrir, mas preferiu iniciar a sua busca sozinho.
E no seu momento só, percebeu que seu conto era mais coletivo do que individual. Personagens apareciam e sumiam de sua história, que fugia do seu controle.
Tentou escolher as pessoas que entravam em sua vida, mas não conseguiu. Tentou esquecer as pessoas que odiava, mas não conseguiu. Tentou colocar o tempo a seu favor, mas também não conseguiu.
E dentre tantas tentativas, tantas pessoas e tantas dúvidas, o menino percebeu que sua jornada estava apenas começando.
Se havia pedaços de sua identidade espalhados por aí, o menino decidiu que tinha que buscá-los. E saiu.
Saiu para se procurar em cada lugar, em cada música, cada texto, em cada pessoa.
Fugiu de seu contexto e saiu.
Saiu… sem sair do lugar.
Saiu… e se perdeu com medo de errar.
Saiu. Voltou.
Mas continua fugitivo do que está a questionar.
* Texto publicado originalmente em 07/08/2011, em blog homônimo.
sábado, 12 de novembro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
Alô
- ...
- Oi, sou eu, to precisando conversar... Você tem um tempinho pra me ouvir?
- ...
- Não, não estou bem. Aliás detesto responder esse tipo de pergunta, é tão falta de assunto, sabe?
- ...
- Na verdade esse é o meu problema, eu não sei por onde começar. Eu odeio começar. Esse, na verdade, é o meu maior medo.
- ...
- Não estou reclamando, estou desabafando. É diferente! E eu não sei da onde você tirou que mudanças são boas! Mudar é bom? Não, não é. É difícil, é chato, é confuso... E se eu não conseguir mudar? E por que eu preciso mudar?
- ...
- Pra falar a verdade, eu não sei o que eu quero...
- ...
- Eu to tentando chegar no assunto, você que não me deixa! Aliás, por que eu fui ligar logo pra você?
- ...
- Não, não desligue.
- ...
- Na verdade, eu não tenho motivos pra te ligar. Na verdade, os motivos são tão meus que nem interferem na sua vida. Na verdade, quando eu penso nos motivos eu só lembro de você.
- ...
- Eu já sei a sua opinião, pode poupá-la nessa conversa. Aliás, terapia não é "somente para loucos", como você pensa! Você já deitou num divã pra saber o quão confortável ele é? Então...
- ...
- E você se orgulha disso? Pra quê ser normal se são as diferenças que se destacam?
- ...
- Sou, sou sim. E inclusive é esse fato de ser diferente que me irrita. Porque tudo que é normal me irrita e porque eu ando me irritando com tudo. Eu desejei essa mudança, mas não a suporto. Eu saí, mas quero voltar.
- ...
- Saudades? Talvez, quem sabe? Meu mundo anda tão perdido em incertezas que não parei pra analisar os meus sentimentos. Estes sentimentos que apenas surgem, surgem dentro do meu corpo e explodem antes que eu possa senti-los. É um impulso, um empurrão, um grito...
- ...
- É sim, concordo. Loucura! Ótima definição, sabia? Tenho outra definição também!
- ...
- Amor.
- Oi, sou eu, to precisando conversar... Você tem um tempinho pra me ouvir?
- ...
- Não, não estou bem. Aliás detesto responder esse tipo de pergunta, é tão falta de assunto, sabe?
- ...
- Na verdade esse é o meu problema, eu não sei por onde começar. Eu odeio começar. Esse, na verdade, é o meu maior medo.
- ...
- Não estou reclamando, estou desabafando. É diferente! E eu não sei da onde você tirou que mudanças são boas! Mudar é bom? Não, não é. É difícil, é chato, é confuso... E se eu não conseguir mudar? E por que eu preciso mudar?
- ...
- Pra falar a verdade, eu não sei o que eu quero...
- ...
- Eu to tentando chegar no assunto, você que não me deixa! Aliás, por que eu fui ligar logo pra você?
- ...
- Não, não desligue.
- ...
- Na verdade, eu não tenho motivos pra te ligar. Na verdade, os motivos são tão meus que nem interferem na sua vida. Na verdade, quando eu penso nos motivos eu só lembro de você.
- ...
- Eu já sei a sua opinião, pode poupá-la nessa conversa. Aliás, terapia não é "somente para loucos", como você pensa! Você já deitou num divã pra saber o quão confortável ele é? Então...
- ...
- E você se orgulha disso? Pra quê ser normal se são as diferenças que se destacam?
- ...
- Sou, sou sim. E inclusive é esse fato de ser diferente que me irrita. Porque tudo que é normal me irrita e porque eu ando me irritando com tudo. Eu desejei essa mudança, mas não a suporto. Eu saí, mas quero voltar.
- ...
- Saudades? Talvez, quem sabe? Meu mundo anda tão perdido em incertezas que não parei pra analisar os meus sentimentos. Estes sentimentos que apenas surgem, surgem dentro do meu corpo e explodem antes que eu possa senti-los. É um impulso, um empurrão, um grito...
- ...
- É sim, concordo. Loucura! Ótima definição, sabia? Tenho outra definição também!
- ...
- Amor.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Aquela que Espera
Hoje é meu aniversário de 36 anos.
Me olhei no espelho e o primeiro pensamento que me veio a cabeça: “Estou velha”.
Não sou mais aquela de antes. Não fisicamente.
Não sou mais aquela de olhar ingênuo e encantador. Pra falar a verdade, meus olhos estão cansados. Eu estou cansada.
Não tenho a vida que eu sonhei, mas não posso dizer que não sou feliz.
Tenho uma felicidade pela metade. Meia felicidade.
Um sorriso escondido é o que me representa.
Um sorriso que clama por você. Aliás, quero que saiba que eu ainda espero você.
Você não vem?
Não sou mais aquela menina de seis anos.
Minha beleza foi levada pelo tempo. Não, não estou feia. Estou normal.
Pra falar a verdade acho que seria melhor se eu fosse feia. Eu detesto coisas normais. Eu odeio padrões.
Padrões me julgam e pessoas me discriminam.
Me discriminam porque eu ainda espero você. Pior, me discriminam porque eu acredito em sua existência.
Afinal de contas, você existe ou não?
As palavras dos outros me machucam. Seus questionamentos, suas ironias, seus deboches…
Por que os outros me incomodam, se essa história é apenas minha e sua?
Você faz parte da minha história, não faz?
Minha mãe veio com aquela conversa de “Contos de Fadas” novamente…
Ela disse para eu parar de sonhar; eu não sou princesa e não existem príncipes encantados.
Então eu não sou digna de um “final feliz”?
Não, não quero um cavalo branco. Nem coroas, nem castelos, nem riqueza… Eu quero você.
Eu quero um ‘amor dos olhos’. Uma pessoa que, em nossa primeira troca de olhares eu já possa sentir “Você é meu”.
Por favor, apareça logo.
Preciso confessar que andam aparecendo alguns cabelos brancos… Me desculpe, mas não consegui manter minha beleza de princesa.
Mas mantenho minha plena consciência que sou uma princesa… Eu sou uma princesa, não sou?
Ah, pouco me importam títulos de realeza se não há ninguém para dividi-los.
Minha história é tão chata que não tem vilões. Afinal de contas, qual é a graça de atormentar a vida de uma princesa sem príncipe?
Será que estou velha para acreditar em Contos de Fadas?
Quero que saiba que deixei páginas de minha história dedicadas a você. Somente para você.
Você não vem?
*Texto publicado anteriormente no blog "Contos Vividos" em 24/06/2010.
Me olhei no espelho e o primeiro pensamento que me veio a cabeça: “Estou velha”.
Não sou mais aquela de antes. Não fisicamente.
Não sou mais aquela de olhar ingênuo e encantador. Pra falar a verdade, meus olhos estão cansados. Eu estou cansada.
Não tenho a vida que eu sonhei, mas não posso dizer que não sou feliz.
Tenho uma felicidade pela metade. Meia felicidade.
Um sorriso escondido é o que me representa.
Um sorriso que clama por você. Aliás, quero que saiba que eu ainda espero você.
Você não vem?
Não sou mais aquela menina de seis anos.
Minha beleza foi levada pelo tempo. Não, não estou feia. Estou normal.
Pra falar a verdade acho que seria melhor se eu fosse feia. Eu detesto coisas normais. Eu odeio padrões.
Padrões me julgam e pessoas me discriminam.
Me discriminam porque eu ainda espero você. Pior, me discriminam porque eu acredito em sua existência.
Afinal de contas, você existe ou não?
As palavras dos outros me machucam. Seus questionamentos, suas ironias, seus deboches…
Por que os outros me incomodam, se essa história é apenas minha e sua?
Você faz parte da minha história, não faz?
Minha mãe veio com aquela conversa de “Contos de Fadas” novamente…
Ela disse para eu parar de sonhar; eu não sou princesa e não existem príncipes encantados.
Então eu não sou digna de um “final feliz”?
Não, não quero um cavalo branco. Nem coroas, nem castelos, nem riqueza… Eu quero você.
Eu quero um ‘amor dos olhos’. Uma pessoa que, em nossa primeira troca de olhares eu já possa sentir “Você é meu”.
Por favor, apareça logo.
Preciso confessar que andam aparecendo alguns cabelos brancos… Me desculpe, mas não consegui manter minha beleza de princesa.
Mas mantenho minha plena consciência que sou uma princesa… Eu sou uma princesa, não sou?
Ah, pouco me importam títulos de realeza se não há ninguém para dividi-los.
Minha história é tão chata que não tem vilões. Afinal de contas, qual é a graça de atormentar a vida de uma princesa sem príncipe?
Será que estou velha para acreditar em Contos de Fadas?
Quero que saiba que deixei páginas de minha história dedicadas a você. Somente para você.
Você não vem?
*Texto publicado anteriormente no blog "Contos Vividos" em 24/06/2010.
sábado, 28 de maio de 2011
Não hoje, não mais
Escrevo este para me despedir.
Me despedir daquele sentimento que me proporcionou alegrias, mas que agora me machuca mais do que me conforta. O amor.
Não que eu não goste e não queira mais sentir este sentimento, ao contrário, mas não quero mais colher este amor de você.
Amor de você.
Acredito que não tenha sido eu quem interpretou suas atitudes de modo incorreto. Existia amor em seus olhares, em seus abraços, em suas conversas...
Na verdade, ainda existe.
Não é minha prepotência dizer que você gosta de mim, até porque eu assumo descaradamente que eu gosto de você.
Eu me importo com você, eu queria você.
Mas acima de você, percebi que havia uma pessoa mais importante: eu.
Este amor de você fez com que eu me colocasse para trás. Que eu deixasse minha vida para trás.
Não, você não tem culpa de nada, mas quando se ama, é errado avaliar nossas ações.
Eu dependia de você e você se afastou de mim.
Por isso me despeço.
Escrevo para dizer que, a partir de hoje, não pensarei mais em você.
Deixarei de palpitar em sua vida, de me importar com seus atrasos, de me iludir com sua presença.
Deixarei você em paz.
É claro que o amor não desaparece somente porque queremos, mas registro aqui minha iniciativa.
A minha iniciativa de tentar esquecê-lo.
Então, adeus amor de você.
Amor por alguém que me amou, mas não assumiu.
Amor de alguém que me machucou, e sumiu.
Amor que me envolveu, que me seduziu demais.
Amor que não quero hoje, amor que não quero mais.
*O título deste post é baseado no verso 'Não hoje, não mais. Nem nunca, jamais', da música "A Hora da Estrela" da banda Pato Fu. A música foi composta por John Ulhoa, integrante da banda.
Me despedir daquele sentimento que me proporcionou alegrias, mas que agora me machuca mais do que me conforta. O amor.
Não que eu não goste e não queira mais sentir este sentimento, ao contrário, mas não quero mais colher este amor de você.
Amor de você.
Acredito que não tenha sido eu quem interpretou suas atitudes de modo incorreto. Existia amor em seus olhares, em seus abraços, em suas conversas...
Na verdade, ainda existe.
Não é minha prepotência dizer que você gosta de mim, até porque eu assumo descaradamente que eu gosto de você.
Eu me importo com você, eu queria você.
Mas acima de você, percebi que havia uma pessoa mais importante: eu.
Este amor de você fez com que eu me colocasse para trás. Que eu deixasse minha vida para trás.
Não, você não tem culpa de nada, mas quando se ama, é errado avaliar nossas ações.
Eu dependia de você e você se afastou de mim.
Por isso me despeço.
Escrevo para dizer que, a partir de hoje, não pensarei mais em você.
Deixarei de palpitar em sua vida, de me importar com seus atrasos, de me iludir com sua presença.
Deixarei você em paz.
É claro que o amor não desaparece somente porque queremos, mas registro aqui minha iniciativa.
A minha iniciativa de tentar esquecê-lo.
Então, adeus amor de você.
Amor por alguém que me amou, mas não assumiu.
Amor de alguém que me machucou, e sumiu.
Amor que me envolveu, que me seduziu demais.
Amor que não quero hoje, amor que não quero mais.
*O título deste post é baseado no verso 'Não hoje, não mais. Nem nunca, jamais', da música "A Hora da Estrela" da banda Pato Fu. A música foi composta por John Ulhoa, integrante da banda.
domingo, 20 de março de 2011
Complexo(s)
Lá estava eu, mais uma vez, com o meu complexo de criar um novo blog. Olha, já perdi a conta quantos blogs que foram criados e deletados no período de um ano.
Talvez toda esta minha rotina de criação e exclusão seja consequência de minhas indecisões. Será que eu sou uma pessoa indecisa?
Pensando em blogs, acabei deparando com alguns dos meus complexos. Gosto muito de analisar os outros, mas confesso que tenho certa dificuldade em me analisar.
Não, não me acho a pessoa perfeita e sei dos meus defeitos. Mas entre achar um defeito e tentar corrigi-lo, há uma longa diferença.
Descobri que tenho, por exemplo, um complexo de coisas novas. Não gosto da mesmice, odeio rotinas e tento ao máximo mudar um pouco do meu dia-a-dia, ou acabo me frustrando. Talvez por causa disso é que estou em dois empregos, faculdade e curso de teatro. Talvez por causa disso é que eu ainda quero me inscrever para alguns projetos da faculdade, um curso de violão e um curso de japonês, mesmo sabendo que eu não tenho mais tempo pra nada. Talvez por causa disso eu tenha este meu outro complexo, um pouco inferior, de criar sempre novos blogs. Talvez...
Eu já disse que sou uma pessoa indecisa?
A indecisão não afeta a minha vida, não atormenta as minhas decisões, não me frustra ou me deixa depressivo.
Não.
Mas não posso negar que ela existe. Ela é um dos meus complexos.
Aliás, talvez ela seja meu único complexo. Ou talvez ainda há muitos complexos que eu ainda não descobri.
Talvez toda esta minha rotina de criação e exclusão seja consequência de minhas indecisões. Será que eu sou uma pessoa indecisa?
Pensando em blogs, acabei deparando com alguns dos meus complexos. Gosto muito de analisar os outros, mas confesso que tenho certa dificuldade em me analisar.
Não, não me acho a pessoa perfeita e sei dos meus defeitos. Mas entre achar um defeito e tentar corrigi-lo, há uma longa diferença.
Descobri que tenho, por exemplo, um complexo de coisas novas. Não gosto da mesmice, odeio rotinas e tento ao máximo mudar um pouco do meu dia-a-dia, ou acabo me frustrando. Talvez por causa disso é que estou em dois empregos, faculdade e curso de teatro. Talvez por causa disso é que eu ainda quero me inscrever para alguns projetos da faculdade, um curso de violão e um curso de japonês, mesmo sabendo que eu não tenho mais tempo pra nada. Talvez por causa disso eu tenha este meu outro complexo, um pouco inferior, de criar sempre novos blogs. Talvez...
Eu já disse que sou uma pessoa indecisa?
A indecisão não afeta a minha vida, não atormenta as minhas decisões, não me frustra ou me deixa depressivo.
Não.
Mas não posso negar que ela existe. Ela é um dos meus complexos.
Aliás, talvez ela seja meu único complexo. Ou talvez ainda há muitos complexos que eu ainda não descobri.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Alguém inventou que existia o amor... E eu acreditei!
Preciso confessar que minhas histórias amorosas dariam um ótimo livro. Mas um livro pela metade.
As minhas histórias de amor sempre começam muito bem e se desenvolvem perfeitamente, porém, mal possuem final. São histórias que se desgastam com o tempo, que perdem seu encanto e que apenas viram, histórias.
Não sei se sou eu. Não sei se são os outros. Não sei se é o contexto.
Acredito que para tantos fracassos amorosos, o problema seja eu. Mas, como qualquer pessoa que não gosta de assumir seus defeitos, coloco todas as culpas nos outros.
Ou a culpa na situação, quem sabe?
O problema é que eu sou péssimo em segundas intenções. Na verdade, eu vejo segundas intenções em tudo, menos aonde ela existe.
E, pra piorar, tenho complexo de Disney, ou seja, acredito em contos de fadas e fico esperando a pessoa perfeita.
Na minha cabeça, sei que isso tudo não passa de idiotice, mas minha cabeça e minhas ações não se conciliam muito bem. Lógica e prática totalmente diversas...
Sou daquelas pessoas que se apaixona, que acredita em amor e blá blá blá.
Muitas pessoas falam que meu modo de pensar é admirável, mas, nas atuais condições da sociedade, meu modo de pensar é totalmente banal.
O amor é algo que se tornou plenamente obsoleto. Amor só existe em novelas, em relacionamentos antigos e em filmes americanos que são lançados no Natal e no Dia dos Namorados.
Não conheço o amor e por mais que eu queira conhecê-lo, ele não vem me visitar.
Tá, eu sei que estou profundamente afetado por este sentimento babaca que se chama Carência, que é a falta de algo, e neste caso é a falta deste outro sentimento babaca que se chama Amor.
Amor, Carência.
Carência, Amor
Decência, Horror.
Não sou a melhor pessoa para falar de sentimentos românticos, aliás não sou a melhor pessoa para falar em sentimentos.
Me perco em emoções e não consigo sequer decifrar o que sinto. Ou pior, quando decifro, mergulho demais em emoções que mal comecei a sentir.
Alguém inventou que existia o amor... E eu acreditei!
E eu acredito ainda. E eu acho que nunca deixarei de acreditar...
Ou seja, fudeu!
*O título deste post é uma adaptação da frase "Alguém inventou que existia amor e eu havia acreditado", de Ismael Caneppele (trecho do livro 'Os Famosos e os Duendes da Morte'). Eu, particularmente, preferi a minha adaptação! rs.
As minhas histórias de amor sempre começam muito bem e se desenvolvem perfeitamente, porém, mal possuem final. São histórias que se desgastam com o tempo, que perdem seu encanto e que apenas viram, histórias.
Não sei se sou eu. Não sei se são os outros. Não sei se é o contexto.
Acredito que para tantos fracassos amorosos, o problema seja eu. Mas, como qualquer pessoa que não gosta de assumir seus defeitos, coloco todas as culpas nos outros.
Ou a culpa na situação, quem sabe?
O problema é que eu sou péssimo em segundas intenções. Na verdade, eu vejo segundas intenções em tudo, menos aonde ela existe.
E, pra piorar, tenho complexo de Disney, ou seja, acredito em contos de fadas e fico esperando a pessoa perfeita.
Na minha cabeça, sei que isso tudo não passa de idiotice, mas minha cabeça e minhas ações não se conciliam muito bem. Lógica e prática totalmente diversas...
Sou daquelas pessoas que se apaixona, que acredita em amor e blá blá blá.
Muitas pessoas falam que meu modo de pensar é admirável, mas, nas atuais condições da sociedade, meu modo de pensar é totalmente banal.
O amor é algo que se tornou plenamente obsoleto. Amor só existe em novelas, em relacionamentos antigos e em filmes americanos que são lançados no Natal e no Dia dos Namorados.
Não conheço o amor e por mais que eu queira conhecê-lo, ele não vem me visitar.
Tá, eu sei que estou profundamente afetado por este sentimento babaca que se chama Carência, que é a falta de algo, e neste caso é a falta deste outro sentimento babaca que se chama Amor.
Amor, Carência.
Carência, Amor
Decência, Horror.
Não sou a melhor pessoa para falar de sentimentos românticos, aliás não sou a melhor pessoa para falar em sentimentos.
Me perco em emoções e não consigo sequer decifrar o que sinto. Ou pior, quando decifro, mergulho demais em emoções que mal comecei a sentir.
Alguém inventou que existia o amor... E eu acreditei!
E eu acredito ainda. E eu acho que nunca deixarei de acreditar...
Ou seja, fudeu!
*O título deste post é uma adaptação da frase "Alguém inventou que existia amor e eu havia acreditado", de Ismael Caneppele (trecho do livro 'Os Famosos e os Duendes da Morte'). Eu, particularmente, preferi a minha adaptação! rs.
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