Escrevo este para me despedir.
Me despedir daquele sentimento que me proporcionou alegrias, mas que agora me machuca mais do que me conforta. O amor.
Não que eu não goste e não queira mais sentir este sentimento, ao contrário, mas não quero mais colher este amor de você.
Amor de você.
Acredito que não tenha sido eu quem interpretou suas atitudes de modo incorreto. Existia amor em seus olhares, em seus abraços, em suas conversas...
Na verdade, ainda existe.
Não é minha prepotência dizer que você gosta de mim, até porque eu assumo descaradamente que eu gosto de você.
Eu me importo com você, eu queria você.
Mas acima de você, percebi que havia uma pessoa mais importante: eu.
Este amor de você fez com que eu me colocasse para trás. Que eu deixasse minha vida para trás.
Não, você não tem culpa de nada, mas quando se ama, é errado avaliar nossas ações.
Eu dependia de você e você se afastou de mim.
Por isso me despeço.
Escrevo para dizer que, a partir de hoje, não pensarei mais em você.
Deixarei de palpitar em sua vida, de me importar com seus atrasos, de me iludir com sua presença.
Deixarei você em paz.
É claro que o amor não desaparece somente porque queremos, mas registro aqui minha iniciativa.
A minha iniciativa de tentar esquecê-lo.
Então, adeus amor de você.
Amor por alguém que me amou, mas não assumiu.
Amor de alguém que me machucou, e sumiu.
Amor que me envolveu, que me seduziu demais.
Amor que não quero hoje, amor que não quero mais.
*O título deste post é baseado no verso 'Não hoje, não mais. Nem nunca, jamais', da música "A Hora da Estrela" da banda Pato Fu. A música foi composta por John Ulhoa, integrante da banda.
Pergunte para o seu orixa...amor só é bom quando doi !
ResponderExcluirVinicius de Morais