sábado, 8 de janeiro de 2011

Alguém inventou que existia o amor... E eu acreditei!

Preciso confessar que minhas histórias amorosas dariam um ótimo livro. Mas um livro pela metade.
As minhas histórias de amor sempre começam muito bem e se desenvolvem perfeitamente, porém, mal possuem final. São histórias que se desgastam com o tempo, que perdem seu encanto e que apenas viram, histórias.
Não sei se sou eu. Não sei se são os outros. Não sei se é o contexto.
Acredito que para tantos fracassos amorosos, o problema seja eu. Mas, como qualquer pessoa que não gosta de assumir seus defeitos, coloco todas as culpas nos outros.
Ou a culpa na situação, quem sabe?
O problema é que eu sou péssimo em segundas intenções. Na verdade, eu vejo segundas intenções em tudo, menos aonde ela existe.
E, pra piorar, tenho complexo de Disney, ou seja, acredito em contos de fadas e fico esperando a pessoa perfeita.
Na minha cabeça, sei que isso tudo não passa de idiotice, mas minha cabeça e minhas ações não se conciliam muito bem. Lógica e prática totalmente diversas...
Sou daquelas pessoas que se apaixona, que acredita em amor e blá blá blá.
Muitas pessoas falam que meu modo de pensar é admirável, mas, nas atuais condições da sociedade, meu modo de pensar é totalmente banal.
O amor é algo que se tornou plenamente obsoleto. Amor só existe em novelas, em relacionamentos antigos e em filmes americanos que são lançados no Natal e no Dia dos Namorados.
Não conheço o amor e por mais que eu queira conhecê-lo, ele não vem me visitar.
Tá, eu sei que estou profundamente afetado por este sentimento babaca que se chama Carência, que é a falta de algo, e neste caso é a falta deste outro sentimento babaca que se chama Amor.
Amor, Carência.
Carência, Amor
Decência, Horror.
Não sou a melhor pessoa para falar de sentimentos românticos, aliás não sou a melhor pessoa para falar em sentimentos.
Me perco em emoções e não consigo sequer decifrar o que sinto. Ou pior, quando decifro, mergulho demais em emoções que mal comecei a sentir.
Alguém inventou que existia o amor... E eu acreditei!
E eu acredito ainda. E eu acho que nunca deixarei de acreditar...
Ou seja, fudeu!

*O título deste post é uma adaptação da frase "Alguém inventou que existia amor e eu havia acreditado", de Ismael Caneppele (trecho do livro 'Os Famosos e os Duendes da Morte'). Eu, particularmente, preferi a minha adaptação! rs.

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