domingo, 15 de junho de 2014

daquilo que não se entende

inquietação. nos últimos dias, conversei com uma amiga que afirmou que eu deveria estar muito feliz. é o clichê de terminar a faculdade, trabalhar na área e seguir um roteiro que sim, estou seguindo. mas isso não me faz feliz.

ok, estou muito longe de me sentir triste, mas é engraçado como a gente coloca objetivos sempre maiores - e sempre sem perceber. eu quero é a independência. a minha, claro.

eu não sonho em fazer viagens ao exterior. digo isso porque ouço da maioria dos meus amigos essa vontade e não, não quero. morar fora muito menos. mas quero pegar minha mala e sair andando. assim, viagem de uma hora, um dia ou um mês. sem adeus ou satisfações. só eu.

e também não quero atender expectativas. aliás, eu odeio expectativas. odeio que atribuam caminhos a mim, que olhem coisas pra mim, que esperem ações minhas. eu não me entendo, não tente me entender.

nos últimos dias fiz alguns atos que nunca imaginei que faria, e isso me fez livre. e escrevendo isso eu percebo que por trás desse discurso anti-social, o que eu quero é me quebrar.

como diz uma canção, "e eu, que só me vejo em partes?".

e eu?

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