domingo, 11 de novembro de 2012

princesa

- Então eu peguei o livro escondido e abri. E no meio de um monte de palavras, eu vi a imagem mais bonita da minha vida. Empolgada, eu saí correndo com o livro nas mãos e mostrei pra minha mãe. "Mamãe, eu quero ser igual a ela!" Minha mãe me olhou nos olhos, deu um sorriso de canto e saiu. Quando eu tava no meu quarto olhando a moça que eu queria ser, minha mãe entrou com ela nas mãos. A minha não era dourada e nem brilhava, mamãe fez com uma caixinha de leite. Sorridente, ela colocou a coroa na minha cabeça e disse: "Eu, a rainha mamãe, nomeio você, Yasmin, como princesa do reino de papelão. O reino que tem cheiro de pelúcia e cor de algodão". Então eu saí correndo, princesa de um reino e com coroa na mão. Olhei pra ele, que se assustou comigo, e disse: "Você já pode ficar comigo. No meu reino não tem bruxa, nem tristeza, nem desgraça. Só tem nós dois".



*texto realizado para o projeto teatral Peter em Fúria, do grupo Pequeno Teatro de Torneado

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